
O uso de IA nas eleições de 2026 se torna uma questão crucial para a integridade do processo eleitoral. A inteligência artificial, embora traga inovações, também levanta preocupações significativas sobre a desinformação. Desde 2025, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem se mobilizado para implementar regras que minimizem os riscos associados ao uso indevido dessa tecnologia.
Iniciativas do TSE para Combater Desinformação
O TSE, sob a presidência da ministra Cármen Lúcia, criou um grupo de trabalho em junho de 2022. O foco é elaborar normas que regulem o uso de IA durante a campanha. Essa mobilização é uma resposta ao aumento de conteúdos manipulados que podem gerar confusão entre os eleitores.
A Viralização de Conteúdos e Seus Riscos
A viralização de vídeos produzidos por IA em 2025 acendeu um alerta sobre o potencial caos informacional. A situação em 2024, durante as eleições municipais, já mostrou a necessidade de regulamentação. O uso de deepfakes foi proibido, e as interações robóticas com eleitores foram restringidas.
Regras para Uso de Conteúdo Artificial
As novas normas estabelecem que o uso de IA é permitido, desde que claramente identificado ao eleitor. Conteúdos que manipulem a imagem ou a voz de pessoas para beneficiar ou prejudicar candidaturas estão proibidos. Essa abordagem visa proteger a confiança do eleitor.
Consequências do Uso Indevido da IA
De acordo com Alexandre Basilio, especialista em Direito Eleitoral, o uso indevido de conteúdos manipulados pode resultar em consequências severas, incluindo a cassação de registro ou mandato. O TSE está atento aos limites para o impulsionamento de conteúdos, proibindo práticas que possam distorcer a verdade.
O Papel das Plataformas Digitais
As plataformas digitais também têm responsabilidade no combate à desinformação. Elas devem se registrar na Justiça Eleitoral e adotar mecanismos de transparência. O não cumprimento dessas obrigações pode levar a sanções, contribuindo para um ambiente eleitoral mais seguro.
Desafios Persistentes na Luta contra a Desinformação
Apesar das novas regras, a desinformação continua sendo um dos maiores desafios. Basilio destaca que tanto candidatos quanto partidos precisam verificar a veracidade das informações que divulgam. A propaganda anônima e o uso de perfis falsos são expressamente proibidos.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Quais são os principais riscos do uso de IA nas eleições? A principal preocupação é a propagação de desinformação que pode influenciar a decisão dos eleitores.
2. Como o TSE está lidando com essa questão? O TSE tem implementado regras para regular o uso de IA e combater a desinformação nas campanhas eleitorais.
3. O que é proibido na propaganda eleitoral em 2026? O uso de deepfakes e a manipulação de conteúdos para enganar eleitores são terminantemente proibidos.
4. Como as plataformas digitais devem agir? Elas devem se registrar na Justiça Eleitoral e garantir a transparência em suas operações.
5. Qual é a responsabilidade de candidatos e partidos? Eles têm a obrigação de verificar a veracidade das informações que publicam e não podem usar perfis falsos.
Conclusão
Com as novas regras estabelecidas, o uso de IA nas eleições de 2026 promete trazer benefícios, mas exige vigilância constante. A luta contra a desinformação é um esforço conjunto que envolve candidatos, plataformas e o TSE. Fique atento às mudanças e continue acompanhando as notícias aqui no JBR – Jornal Brasil Regional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

