BOLSAS NA EUROPA CAEM COM NOVAS AMEAÇAS TARIFÁRIAS

BOLSAS NA EUROPA CAEM COM NOVAS AMEAÇAS TARIFÁRIAS

BOLSAS NA EUROPA CAEM COM NOVAS AMEAÇAS TARIFÁRIAS

As bolsas na Europa caem com novas ameaças tarifárias, impactando diretamente o cenário econômico e financeiro no continente. Nesta segunda-feira (19), os mercados europeus reagiram com queda, refletindo os temores de desestabilização do comércio global. As incertezas foram acentuadas pelas declarações do presidente Donald Trump, que prometeu tarifas adicionais sobre produtos de diversos países europeus.

Impacto das Ameaças Tarifárias no Mercado Europeu

Por volta das 8h, em Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava uma queda de 1,3%. A baixa liquidez foi notada, uma vez que as bolsas de Nova York estavam fechadas devido ao feriado de Martin Luther King. Os investidores, por sua vez, estão atentos às discussões que ocorrem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Os principais índices europeus também apresentaram queda significativa: o CAC 40 da França caiu 1,6%, o DAX da Alemanha perdeu 1,4% e o FTSE 100 de Londres teve uma redução de 0,6%. Essa situação evidencia como as ameaças tarifárias podem influenciar a confiança dos investidores.

A Resposta da União Europeia

Trump anunciou que, a partir de 1º de fevereiro, aplicará uma tarifa adicional de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. Caso não haja um acordo, essa tarifa subirá para 25% em 1º de junho. A reação na Europa foi imediata, com autoridades discutindo maneiras de responder a essas ameaças.

Os líderes da União Europeia planejam uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira (22) para discutir possíveis contramedidas. Uma das opções em pauta é a aplicação de tarifas sobre 93 bilhões de euros em importações dos EUA, que poderia ser implementada automaticamente em 6 de fevereiro, após um período de suspensão de seis meses.

Consequências Econômicas e Políticas

Além das tarifas, a União Europeia poderia utilizar o ‘Instrumento Anti-Coerção’ (ACI), uma ferramenta que ainda não foi aplicada, mas que permitiria limitar o acesso a licitações públicas e investimentos. Essa situação gerou preocupação entre economistas, que veem o aumento das tarifas como uma estratégia política mais do que uma decisão econômica.

Segundo o economista-chefe do Berenberg, Holger Schmieding, as expectativas de um alívio nas tensões tarifárias foram frustradas. Ele observa que a situação atual é semelhante à que se viu na primavera passada, evidenciando a continuidade dos riscos ao comércio internacional.

A Reação do Mercado Financeiro

Os movimentos do mercado financeiro indicam um aumento na volatilidade. Um indicador de volatilidade das ações da zona do euro subiu 3,39 pontos, atingindo seu maior nível desde novembro. Analistas alertam que as ações de Trump intensificaram os riscos geopolíticos e reacenderam a incerteza comercial.

Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, destacou que as incertezas comerciais podem pressionar as ações para baixo após um início de ano relativamente tranquilo. O cenário atual exige atenção redobrada dos investidores e uma análise cuidadosa das repercussões das políticas tarifárias.

FAQ

1. Quais países estão afetados pelas tarifas anunciadas por Trump? Os países incluem Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido.

2. Qual é a principal preocupação dos investidores? A principal preocupação é a incerteza comercial e os riscos geopolíticos que as ameaças tarifárias trazem para o mercado.

3. O que a União Europeia planeja fazer em resposta? A União Europeia está considerando tarifas sobre importações dos EUA e o uso do ‘Instrumento Anti-Coerção’ para limitar o acesso a mercados.

4. Como as bolsas europeias reagiram a essas ameaças? As bolsas na Europa caíram em bloco, com o Stoxx 600 perdendo 1,3% e outros índices como CAC 40 e DAX também registrando quedas significativas.

5. O que isso significa para o comércio global? As ameaças tarifárias podem agravar as tensões comerciais e desacelerar o crescimento econômico global, afetando relações comerciais já estabelecidas.

Continue acompanhando as notícias aqui no JBR – Jornal Brasil Regional.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br