GENÉTICA E DEPRESSÃO: MULHERES EM MAIOR RISCO

GENÉTICA E DEPRESSÃO: MULHERES EM MAIOR RISCO

GENÉTICA E DEPRESSÃO: MULHERES EM MAIOR RISCO

A pesquisa sobre genética e depressão revela que as mulheres apresentam uma carga genética mais alta para o Transtorno Depressivo Maior (TDM) em comparação aos homens. Este estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e publicado na revista Nature Communications, analisou mais de 195 mil casos e trouxe à tona informações cruciais sobre as diferenças entre os sexos no que diz respeito à depressão.

As Descobertas da Pesquisa

Os resultados sugerem que, além de fatores ambientais, as mulheres são geneticamente predispostas ao TDM. O estudo destaca uma variante genética associada à depressão exclusivamente em homens, localizada no cromossomo X, que é herdado da mãe. Essa descoberta é significativa pois aponta para a complexidade do TDM e a necessidade de análises detalhadas por sexo.

Implicações Clínicas

Conforme os organizadores, as análises estratificadas por sexo podem influenciar a forma como novos tratamentos são desenvolvidos. O psiquiatra Ricardo Jonathan Feldman, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que a depressão é poligênica, ou seja, múltiplos genes estão envolvidos no seu desenvolvimento. Isso abre espaço para uma abordagem mais personalizada no tratamento.

Fatores Contribuintes

Embora a genética desempenhe um papel importante, fatores ambientais também são essenciais. O psiquiatra enfatiza que a sobrecarga emocional, traumas e desigualdades sociais também influenciam a prevalência de depressão entre as mulheres. Por isso, é vital considerar um conjunto abrangente de variáveis ao tratar a doença.

Estatísticas Relevantes

Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 4% da população global vive com depressão. Essa porcentagem é ainda mais alta entre as mulheres, com 6,9% afetadas, em comparação a 4,6% dos homens. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 revelou que 10,2% dos adultos já receberam um diagnóstico de depressão, com uma prevalência de 14,7% entre mulheres.

Percepção e Diagnóstico

A percepção sobre a saúde mental varia entre os sexos, e homens tendem a buscar menos ajuda. Isso pode contribuir para um subdiagnóstico masculino, dificultando a compreensão completa do impacto do TDM. A pesquisa destaca a importância de criar um espaço seguro para que todos se sintam confortáveis em discutir suas emoções e buscar tratamento.

Conclusão

As descobertas sobre genética e depressão revelam a necessidade de um olhar mais atento para as especificidades de cada sexo na abordagem clínica. Isso pode resultar em tratamentos mais eficazes e uma maior compreensão da saúde mental. O estudo reforça a importância do diálogo sobre a saúde emocional, especialmente entre as mulheres, que, como demonstrado, enfrentam um risco maior.

FAQ

1. Qual é a principal conclusão do estudo? O estudo conclui que mulheres têm uma carga genética mais alta para a depressão em comparação aos homens.

2. Que papel a genética desempenha na depressão? A genética influencia o risco de desenvolver TDM, mas fatores ambientais também são significativos.

3. Como a pesquisa pode influenciar tratamentos? A análise estratificada por sexo pode levar a abordagens mais personalizadas e eficazes no tratamento da depressão.

4. Quais são os dados globais sobre a depressão? Segundo a OMS, cerca de 4% da população mundial vive com depressão, com prevalências mais altas entre mulheres.

5. O que pode contribuir para o subdiagnóstico masculino? Os homens tendem a falar menos sobre suas emoções e buscar menos ajuda, resultando em um subdiagnóstico.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br