IRÃ NÃO ESTÁ ENRIQUECENDO URÂNIO, DIZ RELATÓRIO

IRÃ NÃO ESTÁ ENRIQUECENDO URÂNIO, DIZ RELATÓRIO

IRÃ NÃO ESTÁ ENRIQUECENDO URÂNIO, DIZ RELATÓRIO

Um recente relatório do New York Times revela que, segundo fontes, as agências de inteligência ocidentais não encontram indícios de que o Irã esteja enriquecendo urânio para fins militares. Essa informação é crucial para entender a atual dinâmica das relações internacionais e as tensões no Oriente Médio. O relatório destaca que, embora haja atividade em locais nucleares, como os afetados por ataques do ano passado, o enriquecimento em níveis elevados não está em andamento.

Atividades Nucleares no Irã

Conforme a matéria do New York Times, que foi publicada na quinta-feira, o material de urânio mais próximo dos níveis utilizados em armas permanece nos locais que foram atacados. A atividade observada nesses locais parece estar limitada a escavações para criar instalações mais seguras. Não foram identificados novos locais nucleares, embora tenha sido notada atividade em dois locais inacabados próximos a Natanz e Isfahan.

Reações dos EUA e de Israel

Na última temporada de tensões, os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados a instalações nucleares iranianas. Esses ataques foram justificados como uma forma de impedir que Teerã adquirisse armas nucleares, uma ambição negada pelo governo iraniano. Os alvos incluíram as plantas de enriquecimento de Fordow e Natanz, além do centro de pesquisa de Isfahan.

A Resposta do Irã

Em resposta aos ataques, o presidente Donald Trump afirmou que a capacidade de enriquecimento do Irã foi ‘obliterada’. No entanto, segundo o recém-divulgado Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, essa capacidade foi apenas ‘significativamente degradada’. Fontes informaram ao NYT que o Irã poderia reiniciar seus centrifugadores em até dois meses e alcançar níveis de enriquecimento adequados para armas em até um ano, uma vez que recuperasse seu urânio enterrado.

Ameaças e Ultimatos

Recentemente, Trump intensificou suas ameaças contra o Irã. Ele anunciou que um ‘massivo armada’ estava a caminho do país, pronta para usar ‘violência’ caso Teerã não aceitasse negociar um acordo nuclear. Na sexta-feira, Trump estabeleceu um prazo para as negociações, alertando: ‘Se não fizermos um acordo, veremos o que acontece’.

Posição do Irã e Mediação Internacional

O Irã, por sua vez, respondeu de forma desafiadora. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que Teerã ‘está pronto para a guerra’ e que consideraria propostas de negociação apenas se a ameaça militar fosse removida. ‘Negociações não podem acontecer sob a sombra de ameaças’, afirmou Araghchi durante uma visita a Istambul.

A Intervenção da Rússia

Ali Larijani, chefe de segurança do Irã, se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou, supostamente para discutir as ameaças de Trump. A Rússia tem incentivado os EUA a evitar ações militares no Irã e a buscar negociações. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que ‘qualquer ação forçada pode apenas criar caos na região’.

FAQs

1. O que o relatório do NYT diz sobre o enriquecimento de urânio no Irã? O relatório afirma que não há indícios de que o Irã esteja enriquecendo urânio para fins militares.

2. Quais instalações nucleares foram atacadas pelos EUA e Israel? Os ataques focaram nas plantas de enriquecimento de Fordow e Natanz e no centro de pesquisa de Isfahan.

3. Como o Irã respondeu às ameaças de Trump? O Irã declarou estar ‘pronto para a guerra’ e que negociações só aconteceriam se as ameaças militares fossem removidas.

4. O que a Rússia está fazendo em relação a essa situação? A Rússia tem apelado para evitar ações militares e promover negociações entre os EUA e o Irã.

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Fonte: https://www.rt.com