
A relação entre o ex-presidente Donald Trump e Jerome Powell, atual presidente do Federal Reserve, é marcada por tensões e críticas constantes. Desde sua nomeação em 2017, Powell foi considerado um aliado, mas a convivência se deteriorou rapidamente. O foco da discórdia gira em torno das taxas de juros e suas consequências para a economia americana.
A Nomeação e os Primeiros Anos
Em novembro de 2017, Trump anunciou a nomeação de Powell como presidente do Federal Reserve. Na época, o ex-presidente afirmou que era uma honra escolher um homem de confiança. A expectativa era de que Powell ajudasse a estabilizar a economia e a conduzir a política monetária com responsabilidade.
No entanto, a relação começou a azedar durante o primeiro mandato de Trump. As desavenças se intensificaram em 2019, quando Trump criticou Powell publicamente, afirmando que o presidente do Fed não estava fazendo um bom trabalho. Essa insatisfação se deve principalmente ao patamar das taxas de juros.
Críticas Sobre as Taxas de Juros
Trump acredita que as taxas de juros, atualmente entre 3,50% e 3,75%, estão prejudicando a economia. Para ele, um corte nas taxas permitiria um crescimento mais robusto. Em suas declarações, Trump chegou a afirmar que gostaria que Powell renunciasse, o que reflete seu descontentamento com a condução da política monetária.
As críticas de Trump não são novas. Desde 2016, ele tem expressado sua insatisfação com o nível das taxas de juros, argumentando que a economia poderia crescer mais rapidamente sem essas restrições. Essa questão se tornou uma bandeira em sua narrativa política, e, recentemente, ele se referiu a Powell de maneira depreciativa.
A Independência do Federal Reserve
É importante destacar que o Federal Reserve possui independência garantida pelo Congresso dos Estados Unidos. Os presidentes do Fed só podem ser demitidos por justa causa, o que torna a possibilidade de uma demissão direta por parte do presidente algo extremamente raro. Desde sua criação, nenhum presidente foi desligado.
Além disso, a pressão política sobre a instituição pode criar um ambiente desafiador. A atuação do Federal Reserve deve ser baseada em dados e análises econômicas, e não em pressões políticas, como enfatizou Powell em suas declarações recentes.
Investigação e Tensão Atual
Recentemente, uma investigação criminal foi aberta contra o Federal Reserve e Powell. O inquérito está relacionado à reforma do edifício do Fed em Washington e envolve alegações de má conduta. Powell se defendeu, afirmando que a investigação é uma tentativa de intimidação que busca influenciar a autonomia da instituição.
A Casa Branca, por sua vez, nega qualquer envolvimento, mas a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Powell não está desempenhando bem suas funções. Essa declaração reflete a continuidade da tensão entre os dois lados, com Trump frequentemente criticando a atuação do Fed.
O Futuro de Jerome Powell
O mandato de Powell como presidente do Federal Reserve termina em maio, mas ele pode continuar no conselho até 2028. A pressão e as críticas de Trump podem influenciar o futuro de sua liderança, tornando o cenário político e econômico ainda mais instável.
Enquanto isso, a economia americana observa atentamente as decisões do Fed. A atuação de Powell e suas respostas às críticas de Trump serão cruciais para determinar a trajetória das taxas de juros e, consequentemente, do crescimento econômico do país.
FAQ
1. Qual é a relação entre Trump e Powell? A relação é marcada por tensões, principalmente devido a críticas sobre as taxas de juros.
2. Powell pode ser demitido por Trump? Não, pois o Federal Reserve tem independência garantida e demissões só ocorrem por justa causa.
3. O que desencadeou as críticas de Trump a Powell? As críticas de Trump se concentram no patamar das taxas de juros, que ele considera muito altas.
4. Como Powell respondeu às críticas? Powell defendeu sua atuação, afirmando que está agindo de acordo com o interesse público.
5. Qual é o futuro de Powell no comando do Fed? Seu mandato termina em maio, mas ele pode permanecer no conselho até 2028.
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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

