A morte do cão Orelha gerou uma onda de protestos em todo o Brasil, com o objetivo de buscar justiça e responsabilização dos envolvidos. Neste domingo, 1º de fevereiro, manifestantes se reuniram em várias cidades, incluindo São Paulo, onde a mobilização teve início no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) às 10h.
Protestos em São Paulo e Outros Estados
Em São Paulo, a concentração atraiu pessoas que carregavam cartazes e bandeiras com mensagens de protesto. Muitos dos manifestantes trouxeram seus próprios cães, enfatizando a importância da causa. A caminhada começou 30 minutos após a concentração e contou com a presença de parlamentares, ativistas e artistas.
A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, marcou presença e compartilhou imagens do evento nas redes sociais. Em sua biografia do Instagram, ela declarou: “Os animais não falam, eu sou a voz deles.” A ativista Luisa Mell, famosa por seu trabalho em resgates de animais, também participou do ato.
A Mobilização Nacional por Justiça
Os protestos não se limitaram a São Paulo. No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, e outro ato está programado para a Praia de Copacabana. Em Florianópolis, local onde Orelha foi morto, os manifestantes se reuniram no trapiche da Avenida Beira Mar Norte.
Vídeos nas redes sociais mostraram pessoas clamando por justiça, ecoando a frase “justiça por Orelha”. Artistas e ativistas, como a atriz Heloisa Perissé, também se manifestaram, alertando sobre a gravidade da situação e a necessidade de atenção aos jovens.
Entenda o Caso de Orelha
O cão Orelha faleceu no início de janeiro após sofrer agressões severas na cabeça. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante o atendimento veterinário. O caso ganhou notoriedade, levando à mobilização popular.
A Polícia Civil iniciou investigações em 16 de janeiro, identificando quatro adolescentes como suspeitos. Eles foram acusados de agredir Orelha com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria focado na cabeça do cão, o que levantou preocupações sobre a violência entre jovens.
Repercussões e Ações da Polícia
No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas até então, ninguém havia sido preso. Dois dos adolescentes estavam nos Estados Unidos e tiveram seus celulares e roupas apreendidos ao retornarem ao Brasil.
A defesa dos jovens afirmou que a volta deles foi articulada com a polícia e confirmou que entregaram os aparelhos e outros itens às autoridades. Os adolescentes também foram convocados a prestar depoimento, mas o caso continua gerando debates sobre a violência e a responsabilidade dos jovens.
FAQ sobre o Caso Orelha
1. O que aconteceu com o cão Orelha? O cão Orelha foi agredido e acabou falecendo devido às lesões, necessitando de eutanásia.
2. Quem são os suspeitos do caso? Quatro adolescentes estão sendo investigados por supostas agressões ao cão.
3. Quais são os objetivos dos protestos? Os manifestantes buscam justiça para Orelha e a responsabilização dos envolvidos, além de demandar a redução da maioridade penal.
4. Onde estão ocorrendo os protestos? Protestos estão ocorrendo em várias cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.
5. O que a polícia fez até agora? A polícia cumpriu mandados de busca nas casas dos suspeitos e está investigando o caso.
A mobilização em torno da morte do cão Orelha reflete uma crescente preocupação com a proteção dos animais e a necessidade de justiça. Continue acompanhando as notícias aqui no JBR – Jornal Brasil Regional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br