
Perseguido no Irã, o sheik Rodrigo Jalloul, um brasileiro exilado, compartilhou sua experiência em uma entrevista ao CNN 360º. Ele enfrentou perseguições por não se alinhar com o regime dos aiatolás, mesmo sendo muçulmano e xiita. Essa situação levanta questões sobre a liberdade religiosa e a opressão política no país.
O Contexto da Perseguição
Durante a entrevista, Jalloul enfatizou que, apesar de sua nacionalidade e fé, a divergência política o tornou alvo do regime. Segundo ele, ‘até eu, que sou brasileiro, muçulmano, xiita, estudei lá, eu cheguei a ser perseguido pelo regime dos aiatolás por não convergir com uma situação’.
Religião e Política no Irã
O sheik também discutiu como o governo iraniano usa a religião para justificar suas ações políticas. ‘Eles sempre utilizam da religião para justificar os atos políticos deles no mundo’, destacou. Essa manipulação da fé para fins políticos é uma preocupação crescente entre observadores internacionais.
Controle da Informação e Liberdade de Expressão
O controle rigoroso da mídia no Irã é um dos pilares do regime. Jalloul afirmou: ‘Todos os meios de comunicação do Irã são do governo’. Isso significa que a narrativa oficial é predominantemente promovida, enquanto vozes dissidentes são silenciadas. ‘Você não vai ver eles entrevistando um apoiador da monarquia’, disse ele.
Legitimidade dos Protestos
Quando questionado sobre a legitimidade das manifestações, Jalloul defendeu os protestos contra o governo dos aiatolás. ‘As manifestações contra o governo são mais legítimas, porque ali o povo está enfrentando um país que não é democrático’, afirmou.
Opressão e Consequências
A opressão no Irã é sistemática, e aqueles que se opõem ao regime enfrentam sérias consequências. Jalloul mencionou que críticos do governo podem ser acusados de espionagem ou conspiração. ‘Um país que te acusa por qualquer coisa de ser espião americano, porque está ligado a Estados Unidos e Israel’, ressaltou.
Dados Alarmantes sobre a Violência
Conforme a organização Human Rights Activists (HRANA), pelo menos 2.003 pessoas já perderam a vida durante os protestos no Irã. Esses números evidenciam a violenta repressão do regime contra aqueles que se opõem ao governo. A situação no país continua a ser alarmante.
FAQ
1. O que motivou a perseguição de Jalloul no Irã? O sheik foi perseguido por não se alinhar com o regime dos aiatolás, apesar de sua origem e fé religiosas.
2. Como a religião é usada pelo governo iraniano? O regime utiliza a religião como justificativa para suas ações políticas, tanto internamente quanto em suas relações internacionais.
3. Qual é a situação da mídia no Irã? Todos os meios de comunicação são controlados pelo governo, limitando a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões.
4. O que acontece com críticos do regime? Críticos podem ser acusados de espionagem ou conspiração, enfrentando severas consequências.
5. Quais são os números de vítimas durante os protestos? Segundo a HRANA, pelo menos 2.003 pessoas já morreram durante os protestos no Irã.
A história de Jalloul é um exemplo claro da opressão que muitos enfrentam no Irã. A luta pela liberdade e pelos direitos humanos é uma batalha que continua a ser travada. Continue acompanhando as notícias aqui no JBR – Jornal Brasil Regional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

